domingo, 19 de junho de 2011

Verdade ou Desafio e Outras Coisas


Não sei se eu cheguei a mencionar aqui que eu e a Rosette tinhámos idéia de juntar todo o pessoal para dormir na casa dela, onde poderiámos ficar conversando a noite inteira e coisa e tal. E agora posso dizer que a idéia não só deu certo como foi colocada em prática.

Que eu ia dormir na casa da Rosette meus pais não acharam ruim, eles até aprovam. Afinal, depois de 16 anos a filha deles finalmente começou a ter uma vida tipicamente comum como toda adolescente. Bom, nós optmaos por escolher um fim de semana porque aí poderiamos aproveitar o domingo. Eu pensei que estando o pessoal junto tipo uma festa particular entre a gente, ia rolar aquelas ocisas que vemos em filmes americanos. Tipo, com brincadeiras de Verdade ou Desafio, confere?

Mas a coisa foi bem diferente. Não que tenha sido ruim, pelo contrário. FOi legal, mas eu me surpreendi como o pessoal pode ficar diferente numa noite que era pra azarar á vontade. Ficaram relativamente tão comportados que nem pareciam eles, confere? Mas pra explicar melhor vou contar aqui mais ou menos o que fizemos.

Eu, Peorth e Rosette

Eu fui uma das primeiras a chegar e fiquei conversando um pouco com a Rosette no quarto até o pessoal começar a chegar. Quando finalmente o Enishi atrasado chegou, migramos todos para a sala, se espalhando pelo chão e sofás. Como havia sido combinado, cada um trouxe um porta-cds de bandas para tocar no som enquanto conversávamos. Em casa, eu tinha demorado horas para escolher alguns cds legais porque íamos fazer rodízio, mas acabou que o Melo e o Itachi tomaram a frente e ficavam escolhendo o que ouvir.

Aí ficmaos na sala, ouvindo música desde o estilo punk até ethereal falando sobre assuntos banais e aleatórios na maior calma, com uma normalidade que em certo ponto me deixou com sono, sério. Eu não sou uma expert em bandas e estilos musicais relacionados á cena, tampouco uma enciclopédia do tipo que conhece trocentas bandas como o Itachi ou a Re-L e depois de algum tempo eu até parei um pouquinho de participar ativamente da conversa. Eu não tava á fim de ficar falando das divisões do gênero punk e semelhantes afinal não entendo quase nada disso e prefiro muito mais o som gótico - o qual quando foi debatido eu consegui acompanhar e participar da conversa relativamente bem. Mas quando o papo foi se extendendo eu desisti. Sério, a Re-L e o Itachi dariam muito certo em conversar horas com o Cris.

Eu e o Enishi...os efeitos da foto foram feitos pela Re-L e ficaram demais!

Quando a fome começou a despertar, decidimos pedir três pizzas e foi uma confusão hilária pra decidir qual sabor pedir ( -Não Enishi! Não vamos pedir pizza de alichi!). Rachamos a grana e, enquanto esperávamos, arrumamos a mesa da sala de jantar enquanto o Itachi e o Mello foram comprar bebidas no bar da esquina. Como se não bastasse, a Peorth desastrada quebrou um prato. As pizzas estavam demorando e continuamos na sala conversando e morrendo de fome (eu e o Enishi pensamos seriamente em fazer uma salada com a samambaia de estimação da Rosette). O Mello, porém, dizia que se a comida demorase muito pra chegar, teríamos de devorar uns aos outros como no filme Vivos. Mas antes que chegássemos á esse ponto, a pizza chegou e foi aquela festa. Eu acho que comi uns cinco pedaços e fiquei tão estufada que nem aguentei comer a de chocolate.


Re-L (ela não quis tirar foto no dia e peguei uma foto do facebook dela)

Tão logo temrinamos, tocou a campainha e quando o Mello voltou estava acompanhado do Johnny. Eu quase nem acreditei e quando ele me viu fez o maior teatro, nos cumprimentamos e tal. Ele até tentou me enforcar de brincadeira por eu não ter dito á ele que era amiga do Mello (como eu ia saber que o Johnny é praticamente a puta do rolê, o tipo que todo mundo conhece?). Ficamos lá conversando com o Johnny (que devorou os últimos pedaços de pizza) quando a irmã da Rosette, a Temari, desceu toda arrumada de jaquetão e botas. É que ela e o Johnny são amigos e iam para o centro de SP num rolê de virar a noite. Como sempre ele convidou todo mundo pra ir mas ninguém topou.

Depois que eles foram embora todos voltamos para a sala e eu tive de explicar como conhecia o Johnny. Com isso, consequentemente eu tive que assumir que também conhecia o Jared mas não sou besta á ponto de entrar em detalhes (se bem que por um momento acho que o Itachi desconfiou de alguma coisa, ele é do tipo bem observador, dá até raiva). Depois que eu terminei voltamos a conversar, sobre assunto que mais gostamos: anime e mangá.


O Kamui pegou minha cãmera pra tirar foto dele mesmo ¬¬

Sabe aqueles momentos em que de repente todo mundo fica quieto do nada? Bom, em umsa das vezes a Peorth resolveu propor que fizéssemos alguma coisa pra passar o tempo. Eu meio que arrisquei sugerir que brincássemos de Verdade ou Desafio, mas a Re-L falou: - Se você quer beijar alguém, então puxa e beija.
Eu falei que Verdade ou Desafio não é só isso mas tratei logo de desistir do jogo pois era evidente que o pessoal não estava á fim.

Acredite, no fim das contass acabamos decidindo jogar baralho e aquele que ganhasse em cada partida poderia escolher um dos perdedores para confessar alguma coisa cabulosa. Bom, isso acabou sendo uma nova modalidade de Verdade ou Desafio no fim das contas e eu descobri alguns babados do pessoal e de quebra eles osuberam alguns meus. Pensando agora, tem coisa que precisei contar que me deixou completamente envergonhada mas a única coisa que me conforta é que todo mundo teve de revelar alguns podres da vida. Pelo menos o pessoal é sincero e confiável e prometemos não debater nenhum assunto comentado.


Eu, Peorth e Rosette II

Eu por exemplo fui escolhida em três partidas de "pif" (o nome do jogo) em que perdi. Como a regra era ser sincero, me surpreendi ao saber que o pessoal realmente levou essa regra á sério e logicamente eu também levei. A pior pergunta pra mim foi a do Itachi. Eu fiquei tão sem graça, mas tão sem graça quando ele me fez essa pergunta que até demorei um pouco pra responder. Não sei qual razão ele teve pra me perguntar tal coisa mas o "han" dele me pareceu mais misterioso do que o normal.

Durante o jogo o pessoal foi contando coisas á medida que eram escolhidos. Teve gente assumindo já ter provado cocaína (para nunca mais provar), alguém admitindo que já traiu antigas amigas só pra roubar namorado de uma delas, gente afirmando que já beijou pessoa do mesmo sexo, gente que já tentou cometer suicídio e por aí vai. Mas a bomba da noite foi a Re-L admitindo que se fosse para ter uma primeira vez queria que fosse com o Mello.

Tá, depois de algumas outras revelações, o clima ficou levemente estranho. Mas a ROsette logo tratou de mudar a situação e começamos a falar...de fatos cotidianos de nossa vida. Isso mesmo, um papo de velho, sem muitas piadas bizarras como costuma acontecer e logo estávamos falando de programas de tv antigos e atuais.

Sim, é o Itachi.

É estranho ver o pessoal conversando de uma forma tão, sei lá, calma e sem graça . Não sei se to conseguindo explicar esse lance direito mas, ali, naquela sala, naquela noite, eu vi um lado sério, comum e ao mesmo tempo intelectual do pessoal e isso ficou evidente quando começamos a debater assuntos da sociedade como um todo, com problemas e pontos de vista.

Começamos a ter sono quando já era madrugada (po Itachi estava quase capotando encima de mim e da Peorth) e decidimos arrumar camas e colchões. Porém, não lembro quem teve a idéia e acabamos trazendo todos os colchões para colocar na sala e até ajeitar tudo foi um fuzuê. Acabou que a Peorth pegou um sofá, a Rosette o outro ?(depois de elas terem ganho no jo-ken-pô) e os demais ficaram nos colchões no meio dos sofás.

Mello fingindo que sabe tocar teclado.

Eu acabei dormindo entre a Re-L e o Kamui (o Kamui se mexe demais até encontrar uma posição pra dormir parece o Sid da Era do Gelo). Eu até que dormi bem mas no meio da madrugada acordei com um ruído e percebi que a Re-L não estava do meu lado (e que o Enishi dormia de boca aberta kkk) e o Mello também não estava por ali. Claro que eu pensei merda, mas ai acabei dormindo de novo e no dia seguinte, o Mello e a Re-L estavam de novo dormindo na sala e não tocaram em qualquer assunto. Bom, eu fiquei curiosa para saber o que aconteceu mas não vou perguntar nada.

Agora revendo tudo, acho que foi um fim de semana bem proveitoso.

terça-feira, 7 de junho de 2011



Quando paro para pensar ainda acho um pouco dificil de acreditar que possa ter encontrado amigos tão loucos que tenham topado em me dar um passeio noturno no cemitério de presente de aniversário atrasado. Claro que meus pais não sabem disso porque se souberem não quero nem pensar no que pode acontecer. Pelo menos aqui no blog posso contar porque eles nunca irão ler.

Eu não acho que ter feito o passeio seja algum problema grave, afinal eu nhão fiz nada de errado e ocorreu tudo bem, mas sabem o que os outros pensam. Se tiverem conhecimento de que eu fui num cmeitério á noite para ficar conversando com meus amigos, primeiramente meus pais vão achar que eu pirei. Depois vão alegar que eu estou com más companhias, que é influência das coisas que eu leio, ouço e assisto. E claro, depois vão achar que isso foi culpa do estilo gótico e vão querer me proibir de tudo que eu gosto. Quem ler isso vai achar que estou exagerando e viajando, mas a verdade é que não estou. Conheço bem meus pais e penso que qualquer pai vai achar estranho e incompreensível que o filho goste de frequentar esse tipo de coisa.

Mas eu deixo claro que fiz isso só uma vez. Eu até queria fazer outras vezes pois achei realemtne legal mas duvido que o pessoal vai topar novamente. Afinal, além de ser um pouco complicado para entrar e sair, acho que eu fui a única que realmente apreciou tal coisa. Bom, pelo menos posso dizer que tive a experiência e isso deve valer alguma coisa.

Fora isso, os dias tão seguindo como sempre, sem grandes novidades. Só outro dia que a Peorth ficou com um carinha do terceiro ano no intervalo e a gente se juntou á uma certa distãncia pra ficar observando. Os rapazes não dão folga pra Peh, todos eles, de modo que a coitada ficou super sem graça quando percebeu que estávmaos assistindo e pelo visto o caso dela com o cara não deu em nada.

Ainda meio que nesse assunto, desde aquela noite no cemitério que o Itachi me jogou uma indireta daquelas que me deixou completamente sem reação, parece que nossos papos esfriaram um pouco. Não que tenhmaos deixado de conversar, isso não. Mas é ue até agora ele não me jogou qualquer indireta ou coisa do tipo, como se nem tivesse acontecido. Não sei porque ele está fazendo isso e é claro que eu não vou perguntar.

Afinal, eu ainda não sei o que estou sentindo porque desde que eu voltei a conversar com o Jared, ele tem se mostrado mais carinhoso comigo. Porém, eu não vou esconder o fato de que ando balançada pelo Itachi mas se de repente rolar algo entre nós e não der certo, não só nossa amizade vai ficar abalada, mas o nosso grupo vai ficar com um clima estranho.

E eu até acho que o Itachi desencanou mesmo porque essa semana eu soube que ele anda ficando com uma menina do serviço dele. Tá, isso me incomodou um pouco mas eu também não tenho razão para ficar assim sendo que nunca rolou nada entre nós. E eu não tenho que me preocupar mesmo se tivesse rolado. Se até o Mello e a Re-L ficam com outras pessoas mas vira e mexem aparecem no maior grude discreto então...aliás a relação desses dois é muito confusa.

Embora eu esteja confusa quanto á isso eu ando evitando de pensar para evitar neuras e seguindo normalmente. E isso me acontece quando deparo com pessoas que passam por situações ainda mais complicadas que as minhas. Por exemplo, esses dias andei conversando com a Amy e agora que ficamos mais próximas, conseguimos falar melhor sobre certos assuntos. Agora ela e o Cris sabem que precisam ter mais cautela sobre o caso deles porque ela diz que a familia anda percebendo algo. Tipo os dois nunca tem namorado(a) e sempre saem juntos pra tudo que é lugar e etc. A Amy até imitou a mãe dela quando falou que ela não consegue arranjar namorado porque sempre sai junto com o Cris. Mal a mãe dela sabe por que...


Fora isso, quero pedir desculpas aos leitores e frequentadores do blog na demora em atualziar. É que minha vida anda tão monótona que eu não tenho nada a relatar. Isso sem falar que nem estou ficando na net porque precfiso urgentemente melhorar minhas notas na escola, que estão realmente péssimas (só nota vermelha, isso nunca me aconteceu antes). E preciso fechar esse semestre com tudo azul caso contrário ficarei proibida de ir no Anime Friends então...
Espero que depois que isso se assentar eu tenha tempo na net e espero que alguma ocisa legal aocnteça!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Passeio no Cemitério - parte 3

Era noite de lua cheia, de modo que estava claro e com ajuda de duas lanternas não tinhámos dificuldades em nos loclaizar no cemitério. Como eu disse, não sou nem um pouco religiosa e muito menos supersticiosa mas devo confessar que senti um pouco de medo de estar ali. Eu mesma não consegui entender por que senti isso pois sempre gostei de coisas assustadoras desse tipo e estava no lugar com um monte de gente. Talvez eu tenha sentido isso porque a Peorth estava tão assustada que ficava olhando pra lá e pra cá segurando no braço do Itachi, coisa que eu achei patético. E ver isso me deu vontade de mostrar pra todos e principalmente pro Itachi que eu não sou o tipo de garota medrosa.



Além do mais, estávamos lá porque eu consegui despertar o interesse do pessoal ao revelar minha vontade de frequentar um cemitério á noite, de modo que eu não iria mostrar algum arrependimento, confere?

Por sugestão do Itachi resolvemos ficar no corredor do cmeitéiro que ficava exatamente na direção de onde haviámos pulado. Assim, não iriamos correr o risco de se perder e tentar sair por um lugar mais difícil. Mas por precaução e devido ao mal senso de direção de todos nós, o Itachi deixou a escada no mesmo lugar.

Para quem não sabe e portanto não tire conclusões precipitadas, quero deixar claro que não somos vãndalos e não apreciamos nem fazemos esse tipo de coisa (um arame cortado não conta) e nem invadimos nada pois o cemitério é um lugar público e não propriedade privada. Escrevo isso em nome de todos os meus amigos e respeitamos os mortos, sim. Tanto é que andamos um pouco até achar um túmulo grande de concreto e mármore totalmente abandonado e sem nada, para que pude´ssemos ficar e pensar no que fazer.

- Nós estamos num cemitério e agora são quase dez horas. O que os góticos como voce fazem agora, Cassie?



Eu ia responder á pergunta do Mello de uma forma não muito agradável, mas me controlei. Respondi que essa era a primeira vez que eu vinha e não sabia, mas já tinha lido e ouvido várias coisas e acabamos optando por nos acomodar em cima do túmulo para ouvir música com a Rosette comentando que se era pra vir fazer isso, então poderíamos ficar em casa.

A Rosette e a maioria das pessoas podem até ter razão quanto á isso mas deixa eu dizer que para gente assim como eu, ouvir música gótica (como Diva Destruction, Bauhaus The 69 Eyes, London After Midnigth, Switchblade Simphony, Diary of Dreams, Korn e semelhantes) á noite em céu aberto em um lugar silencioso e completamente lúgrubre causa uma sensação de relaxamento e bem-estar que eu nem sei como explicar, mas ue para mim foi um aprendizado sobre a subcultura á qual pertenço.

Bom, mas voltando á situação, a Re-L era a única em pe no túmulo porque ela se recusava a se sentar alegando que o lugar é muito sujo mesmo a gente tendo colocado uma grande colcha cor de vinho que o Kamui tinha descolado no depósito da casa dele (faz necessário comentar que a colcha estava com um cheiro de naftalina infernal, sorte que estávamos em céu aberto). Mas mesmo assim a Re-L só sentou no colo do Mello.

É, vocês também devem achar estranho essa relação da Re-L com o Mello mas curiosamente, mesmo com tantas evidências, eles nunca admitiram que estão ficando ou coisa assim. Tirando aquela vez que eu e o Kamui os vimos se beijando no AF, nunca rolou mais nada, caso contrário saberiamos e eles não teriam por que esconder também. Mas o tempo todo que estávamos lá no cemitério, os dois conversaram normalmente mas duas ou três vezes eu percebi que ocasionalmente acariciavam um ao outro de forma meio que discreta, mas do tipo que nós, que convivemos com eles quase todos os dias, já estamos habituados. É por isso que eu falo que entre os dois não há espaço para mais ninguém.



Bom, mas retomando a história, mesmo a noite estando clara, nós só tinhámos três lanternas e, com o intuito de deixar o lugar mais, como posso dizer, atrativo, eu havia trago algumas velas de casa na minha bolsa de caveiras e resolvi acendê-las com a aprovação do pessoal. Acendi elas com o isqueiro do Kamui e coloquei as velas encima, no que seria a "cabeceira" da lápide. Quando terminei, por eu estar sentada no túmulo com as pernas esticadas e as costas apoiadas na lápide, todo mundo ficou me olhando em silêncio por alguns segundos. Isso me foi um pouco estranho á princípio, mas agora creio que o pessoal ficou surpreso ou sei lá, admirado comigo. Ou talvez me acharam uma completa esquisita.

Como eu tinha trago MP4 e o celular da Peorth é próprio pra ouvir música, ficamos lá conversando sobre filmes de terror ao som daquelas bandas que mencionei antes. Não demorou para que o Enishi tirasse da mochila as garrafas de plástico onde ele e o Mello engenhosamente tinham colocado bebida. Havia só umas duas latinhas de cerveja e o resto era vinho. O Mello quase nem bebeu, afinal ele tinha consciência de que iria dirigir. A Peorth bebeu só uns golinhos, começou a sentir o cemitério rodar e nós não deixamos que ela bebesse mais nada.

Vinho é a única bebida alcoólica que eu realmente aprecio, de modo que eu não poderia deixar de beber um pouco. Tá, eu confesso, bebi meia garrafa mas não fiquei embriagada. As gargalhadas e ataques de riso que eu tive foi por causa do pessoal já que ninguém ficava quieto e só falava e fazia coisas hilárias.

O Kamui era o que estava mais supostamente, "chapado". Quando ele estava de pé com uma garrafa na mão e um cigarro na outra, desmunhecando todo para alegar que não estava bêbado, a Re-L mandou então ele seguir na mesma direção de uma fenda no chão. Ele não conseguiu andar alegando que não conseguia enxergar a tal fenda mesmo a Rosette iluminando com a lanterna.



- Sinceramente esse lugar á noite dá muito medo.

Ninguém contestou o comentário do Itachi quando ficamos quieto e olhamos ao redor. Não sei por que mas eu comecei a contar uma hisrtória que meus avós falavam sobre espíritos em cemitérios que no fim deixou todo mundo assustado. Mas, além de não acreditarmos nisso, a bebida fez a conversa sem-noção retornar. De repente, do nada, a Peorth deu um grito e o Kamui fez o mesmo sem saber por quê.

Mas logo descobrimos. Tinha uma barata gigantesca na lápide, á poucos centímetros da minha cabeça. Eu dei um pulo, saltei sobre o Itachi enquanto todas as meninas gritavam, a Re-L pedindo desesperadamente que alguém matasse o bicho. A barata era muito rápida, o Enishi caiu um tombo quando tentou esmagar a barata na lápide com o pé. Sendo perseguida pela lanterna da Rosette, a barata voou pra cima da gente e todo mundo correu destrambelhado pelo cemitério.

Pensando agora, como nós pudemos fugir de uma barata?

Depois desse episódio, decidimos ir embora, afinal o tempo passou rápido e já eram quase duas da manhã. Voltamos ao túmulo para pegar nossas ocisas, exceto a colcha naftalina do Kamui. Ele até queria levar de volta mas a Re-L falou que já estava tão impregnada com bactérias tumulares que nem dedetização iria limpar a colcha.



Após eu apagar as velas, pegamos o cmainho de volta para o muro com a Peorth e a Rosette temendo que outra barata atacasse e o Kamui vira e mexe tropeçava em algo. Devo dizer que fazer o caminho de volta foi mais fácil do que o de ida. Primeiro foram o Mello e o Enishi que, ficando já do lado da rua, iam ajudar as meninas a descerem.

Quando a Rosette e a Re-L passaram, foi a vez do Kamui(que ficou, literalmente, encima do muro para passar as mochilas). A Peorth foi em seguida e eu não controlei o riso quando ouvi, do outro lado do muro, ela gritar seguindo de um estrondo e xingos. Descobrir que ela quis descer direto do muro para o chão em vez de passar pela árvore porque o Enishi garantiu que aguentaria segurá-la, mas não teve forças e os dois caíram sentados na calçada.

Eu já estava para subir na escada quando o Itachi perguntou se eu tinha gostado do passeio bizarro. Respondi que sim, ficando agradecida por todo mundo ter topado. Ele falou que "fui eu que pesquisei o cemitério e abri caminho para entrar, portanto deveria receber um agradecimento melhor". Eu perguntei o que ele queria dizer mas o Itachi só ficou me olhando de um jeito...bem, voces sabem.

Tá, eu fiquei surpresa, nervosa e constrangida com aquilo porque, sério, eu não acredito que o Itachi jogaria uma indireta dessas e eu sou tão besta que falei que o pessoal tava esperando e tratei logo de subir a escada e pular para a árvore. De lá, o Mello me ajudou a descer me segurando pela cintura e fiquei aliviada quando cheguei ao chão.



Enquanto o Itachi ficava no muro entregando a escada e depois descendo, eu notei que as ruas eestavam totalmente silenciosas de madrugada e chegamos até que rápido no carro. A volta pra casa da Rosette ocorreu sem problemas e quando chegamos na casa, estávamos tão cansados que arrumamos os colchões nos quartos (os meninos em um quarto e as meninas em outro) e praticamente capotamos de sono.

E assim terminou essa aventura no cemitério, algo que eu adorei fazer e jamais vou esquecer.